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Posts Etiquetados ‘Virtualização’

Free e-Books!

Recebi uma excelente dica de livro para quem quer entender mais sobre as tecnologias de virtualização da Microsoft, e sobre virtualização em geral. Obrigado Daniel Carlucci da DanySoft de Ribeirão Preto, meu colega no programa de parceria Microsoft.

Como eu, Daniel também gosta de ler livros técnicos para ampliar os conhecimentos. O problema disso é que nem sempre se pode investir algumas centenas de dólares importando estas leituras. Uma forma de economizar algum dinheiro são os e-books, que você pode abrir e ler em qualquer computador, tablet ou e-reader, e ter acesso ao mesmo conteúdo sem ter que esperar 30 dias para seu livro chegar e pagar por esse envio.

Mas hoje você não vai gastar nenhum centavo! Estes e-books abaixo são completamente gratuitos! Muito bom para quem quer se especializar nas soluções de virtualização da Microsoft, ou somente entender mais sobre o assunto.

A lista contém mais alguns títulos interessantes e pode ser acessada clicando aqui.

Aproveitem! E obrigado, mais uma vez, Daniel!

Hyper-V está incomodando

Fiquei muito tempo sem postar. Peço desculpas. Fui obrigado a focar 100% no trabalho.

Mas estou motivado a retomar as conversas aqui! O que me motivou? A recente noticia que a VMWare está lançando um add-on para seu VCenter que trará a capacidade de gerenciar Hyper-V. VMware XVP.

Li algumas postagens e noticias sobre o fato, a maioria enfatizando a concorrência com System Center Virtual Machine Manager, produto da Microsoft que faz a gestão do Hyper-V e também do VMWare. Mas, além dessa, outra analise pode ser feita: O Hyper-V esta incomodando a VMWare.

Para quem não se importava com a concorrência como a VMWare, lançar uma ferramenta que gerencia um produto concorrente é assumir que este produto representa alguma ameaça. Não se investe tempo e recursos no desenvolvimento de algo que somente uma pequena parcela do mercado usaria. A demanda deve ser gigante.

A leitura que faço é que o mercado aceitou muito bem o Hyper-V e a família System Center para seu gerenciamento. A fatia de mercado do virtualizador da Microsoft está crescendo, pois entrega de forma sólida o que se propõe e atende seguramente as necessidades de 80% das organizações que tem projetos de virtualização. E a VMWare, com esse lançamento, só confirma isso tudo.

Com o lançamento do Windows Server 2008 R2 SP1, outro pedido dos usuários (atuais e potenciais) de Hyper-V foi atendido. Com o Dynamic Memory podemos aproveitar de forma inteligente a memória física. E isso não é um recurso somente para laboratórios e testes, é para ambientes em produção. Diferente do Memory Overcommitment recurso “equivalente” já existente no produto da VMWare que a própria não recomenda para ambientes grandes em produção.

Creio que a chave para este crescente sucesso do Hyper-V foi, e espero que continue sendo, ter as necessidades dos clientes como foco.

Até a próxima. Breve, eu prometo.

CategoriasHyper-V Tags:,

Novidades no futuro do Hyper-V: Dynamic Memory.

Semana passada a Microsoft fez alguns anuncios de novas tecnologias e novidades focadas em VDI (Virtual Desktop Infrastructure) e virtualização de aplicações.

Lendo o anúncio uma coisa me chamou a atenção: Dynamic Memory no Hyper-V do Windows Server 2008 R2 SP1! Estranhei que uma funcionalidade tão esperada seja colocada assim meio “en passant” no texto. Não que realmente faça muita falta (salvo nas comparações com concorrentes) mas que despertou o interesse em saber mais, não vou negar.

Pesquisando rapidamente, encontrei este screen-shot, com data de 30 de janeiro de 2010, portanto posterior ao lançamento do 2008 R2. Note que o número da compilação (build) é 7700 também posterior ao do R2 que é 7600.

Dynamic Memory é a capacidade de escalar dinamicamente a quantidade de memória RAM de uma máquina virtual, partindo de um valor inicial e limitado num valor máximo. Como isso vai realmente funcionar ainda não sei. Será que dependerá do SO virtual? Sei que somente Windows 2003 Enterprise e Datacenter, Windows Server 2008 e Windows 7 suportariam aumento dinâmico de memória. Será que além do hot-add o Hyper-V também fará o hot-remove? Se descobrir não esqueça de compartilhar comigo!

Essa capacidade chegou a ser anunciada para o Windows Server 2008 R2, mas foi retirada das versões finais. Ficou para o SP1. Tomara.

Backup de Hyper-V: Exportar VMs

Continuando o assunto, no post anterior falei sobre exportar as VMs, para posterior importação em outro hardware com Hyper-V. Então, preciso aprofundar um pouquinho nessa parte.

No Virtual Server 2005, não temos o recurso de snapshot, portanto nem a exportação de VMs. Para migrar um servidor virtual para outro host, basta copiar os arquivos de configuração e o VHD para o novo local e adicionar a VM no console no Virtual Server.

No Hyper-V, temos o snapshot, que é uma forma de “salvar o momento” da VM, podendo mais tarde voltar neste “momento”. Imagine aplicar atualizações no sistema mas se alguma coisa der errado você poderá voltar no momento anterior a atualização. Bastante útil. Mas como funciona isso? Basicamente o Hyper-V congela o VHD, cria outro VHD e nele continua trabalhando. Isso tudo mantendo a VM online. O controle disso tudo está nos arquivos de configuração armazenados na pasta da VM.

É aí que entra a exportação da VM. O Hyper-V cria uma pasta no local de destino e coloca ali os arquivos de configuração exportados (arquivos *.esp), uma sub-pasta Virtual Hard Disks com os VHDs e outra chamada Snapshots com os snapshots, tudo que é preciso para importar a VM corretamente noutro hardware. Estes arquivos de configuração são nomeados com o ID da VM (ex.: 6D59FE56-6D20-4129-9BF3-2457DDB58A9A.exp). Quando acontece a importação desta VM, o Hyper-V deleta os arquivos .exp impedindo que esta exportação seja reimportada, portando a pasta exportada já deverá estar no lugar certo antes de importar.

Já ouvi pessoas reclamarem que quando copiaram a VM de um host para outro, estes servidores virtuais “voltaram no tempo” perdendo arquivos e dados. Na verdade o que aconteceu foram snapshots que foram ignorados neste processo.

Anteriormente mencionei um script para automatizar a exportação que pode ajudar no backup, baixe-o clicando aqui. É uma forma de backup também.

O processo de exportação envolve salvar o estado da VM (que seria como uma hibernação) que pode não ser recomendado para certas funções como Domain Controllers. Nestes casos, para exportar, é melhor desligar a VM. Demora mais, mas evita inconsistências na base do AD, por exemplo.

Virtualização para todos

Tenho notado que o interesse em virtualização de servidores e desktops tem aumentado muito. Cada vez mais as empresas vêem nessa tecnologia uma forma de aumentarem a eficiencia e diminuirem a complexidade do ambiente computacional.

E a combinação dos recurso de Failover Cluster e a função Hyper-V, ambos embutidos no Windows Server 2008 R2, sem dúvida é o melhor caminho para se atingir os objetivos de flexibilidade no gerenciamento, alta disponibilidade de serviços e melhor utilização dos recursos de hardware.

Como sempre, os projetos aplicando tecnologias de ponta custam mais caro e portanto acontecem somente em grandes empresas, e demoram um pouco mais para chegar nas médias e pequenas. Mas esse intervalo tem diminuido. Como as PMEs (pequenas e médias empresas) formam um mercado gigantesco, os fabricantes de software e hardware se preocupam e lançar produtos voltados para esse tamanho de organização.

É o caso do Hyper-V Server 2008 R2. Para quem já possui as licenças dos servidores que precisa virtualizar, o Hyper-V Server pode ser a melhor opção: é gratuito e inclui, além do virtualizador, a função de cluster para preparar um ambiente de alta disponibilidade.

O que está faltando agora são opções de storage iSCSI boas e baratas, voltadas para o mercado das PMEs.

Nos próximas postagens, falarei mais sobre soluções de virtualização de servidores para pequenas e médias empresas.

Making of do lab de Hyper-V Avançado

Luciano Palma e Fabio Hara apresentaram a palestra de Hyper-V avançado no Tech-Ed 2009. Postei anteriormente sobre a apresentação (veja aqui).

Como foi um sucesso no Tech-Ed, agora eles estão postando vídeos em que explicam passo-a-passo como o laboratório utilizado no evento foi montado, e realizando as mesmas experiências demonstradas na apresentação.

Vale a pena conferir. Está em cartaz no blog do Luciano Palma, do Fabio Hara, no TechnetEDGE e aí abaixo:

E no próximo farão a demo usando o Excel e a planilha mencionada no post.

Hyper-V Avançado

Demorei para postar sobre o último dia. Foi o dia mais corrido, com as apresentações que eu mais aguardava.

(SRV309) Hyper-V Avançado: Melhores práticas de segurança e alta disponibilidade

Fabio Hara e Luciano Palma apresentaram e demonstraram o Hyper-V 2.0 do Windows Server 2008 R2. Fiquei bem impressionado com o que vi.

O Lab era isso aí acima, três laptops, um com StarWind fazendo papel de storage (poderia ser Windows Storage Server), outros dois com Windows Server 2008 R2 Enterprise em failover cluster com Hyper-V 2.0 habilitado. Repare que tudo no mesmo switch gigabit, LAN, SAN e heartbeat do cluster. E uma VM rodando em um dos nós com seu VHD armazenado no volume compartilhado. Essa VM era movimentada de um nó para outro em menos de 1 segundo. Num dos movimentos estava rodando um vídeo e a VM nem engasgou. Tá bom tem o buffer do Media Player que ajuda. Mas noutro movimento desses, eles rodavam um Excel com uma macro que fazia um calculo a cada 0,11 a 0,13 segundo e a diferença real de tempo entre os cálculos era mostrada numa célula. Quando movimentou a diferença real de tempo foi para 0,13 1,9 segundos (corrigindo conforme o comentário do Luciano Palma, que, junto com Fabio Hara, montou o laboratório) e em seguida voltou para 0,11. Agora vamos montar isso usando redes independentes para LAN, SAN e heartbeat, com um storage de 16 discos SAS, servidores bi ou quad processados… Esse tempo some.

Quando acionado, o Live Migration cria uma VM no nó destino e faz uma cópia da memória do nó origem para o destino, essa cópia é direta memória-rede-memória. Durante a cópia alguns setores da memória de origem são alterados (dirty pages), afinal a VM está rodando, então ele faz uma segunda cópia só do que foi alterado, portanto bem menor e mais rápida. Repete isso mais 3 vezes, cada vez copiando menos e mais rápido. Na sexta vez pausa a VM copia e inicia a VM no nó destino. O tempo de blackout é esse entre a pausa no nó de origem e o inicio no nó destino. Um piscar de olhos.

Comparação entre Hyper-V 1 e 2:

  Microsoft Hyper-V Server 2008 Microsoft Hyper-V Server 2008 R2
Processadores fisicos Até 4 processors Até 8 processors
Núcleos de processamento Até 16 Até 64
Memória fisica Até 32 GB Até 1 TB
Live migration Não Sim
Alta disponibilidade Não Sim
Opções de gerenciamento Hyper-V MMC, Windows Server 2008, Windows Server 2008 R2, System Center Virtual Machine Manager 2008/R2 Remote Server Administration Tool (Free), Windows Server 2008 R2, System Center Virtual Machine Manager 2008 R2

 

Vou postar mais sobre esse assunto, pois falta falar de gerenciamento da virtualização: System Center Virtual Machine Manager 2008 R2 + System Center Operations Manager 2007 R2.

Desktop virtual

Estou resolvendo mais um problema lá na empresa usando virtualização.

Sempre fui um entusiasta do Terminal Services, presente nos Windows Server (2003, 2008…) mas não usava essa solução na minha própria empresa. Os servidores já são virtuais, em dois hardwares idênticos, em cluster e rodando Hyper-V. Só faltava mesmo a virtualização das aplicações e/ou da apresentação, respectivamente Application Virtualization (antigo Softgrid) e/ou Terminal Services. Mas sempre batia com alguma aplicação que não seria 100% compatível com essas soluções.

Mas agora acho que vou resolver isso com a virtualização dos desktops! Sim cada desktop será uma maquina virtual dentro de outro hardware de servidor rodando Hyper-V e na ponta, na mão do usuário um thinclient (estou usando WYSE S10) que é pequeno, consome pouca energia e espaço, não faz barulho nem aquece demais, inicia em cinco segundos e… eu poderia ficar aqui elencando vantagens e mais vantagens dos aparelhinhos.

Essa solução resolve problemas que antes inviabilizavam a implantação de virtualização de apresentação em alguns clientes. Como o caso dos softwares desenvolvidos pelos órgãos públicos que não suportam serem utilizados simultaneamente por varias sessões do mesmo sistema operacional. Temos empresas de contabilidade como clientes e isso acontece muito com eles.

Pense em todos os desktops (ou quase, eu sei) da empresa rodando de forma controlada dentro dos servidores. Parece estranho? Pense de novo…

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