Continuando o assunto, no post anterior falei sobre exportar as VMs, para posterior importação em outro hardware com Hyper-V. Então, preciso aprofundar um pouquinho nessa parte.
No Virtual Server 2005, não temos o recurso de snapshot, portanto nem a exportação de VMs. Para migrar um servidor virtual para outro host, basta copiar os arquivos de configuração e o VHD para o novo local e adicionar a VM no console no Virtual Server.
No Hyper-V, temos o snapshot, que é uma forma de “salvar o momento” da VM, podendo mais tarde voltar neste “momento”. Imagine aplicar atualizações no sistema mas se alguma coisa der errado você poderá voltar no momento anterior a atualização. Bastante útil. Mas como funciona isso? Basicamente o Hyper-V congela o VHD, cria outro VHD e nele continua trabalhando. Isso tudo mantendo a VM online. O controle disso tudo está nos arquivos de configuração armazenados na pasta da VM.
É aí que entra a exportação da VM. O Hyper-V cria uma pasta no local de destino e coloca ali os arquivos de configuração exportados (arquivos *.esp), uma sub-pasta Virtual Hard Disks com os VHDs e outra chamada Snapshots com os snapshots, tudo que é preciso para importar a VM corretamente noutro hardware. Estes arquivos de configuração são nomeados com o ID da VM (ex.: 6D59FE56-6D20-4129-9BF3-2457DDB58A9A.exp). Quando acontece a importação desta VM, o Hyper-V deleta os arquivos .exp impedindo que esta exportação seja reimportada, portando a pasta exportada já deverá estar no lugar certo antes de importar.
Já ouvi pessoas reclamarem que quando copiaram a VM de um host para outro, estes servidores virtuais “voltaram no tempo” perdendo arquivos e dados. Na verdade o que aconteceu foram snapshots que foram ignorados neste processo.
Anteriormente mencionei um script para automatizar a exportação que pode ajudar no backup, baixe-o clicando aqui. É uma forma de backup também.
O processo de exportação envolve salvar o estado da VM (que seria como uma hibernação) que pode não ser recomendado para certas funções como Domain Controllers. Nestes casos, para exportar, é melhor desligar a VM. Demora mais, mas evita inconsistências na base do AD, por exemplo.
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